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… Até à lua

… Até à lua

desabafos que não posso ter contigo ...

A tua "gordinha" cá estará para nunca te deixar morrer

 

 

IMG_0736.JPG“As pessoas só morrem quando nos esquecemos delas”, é das afirmações, para mim, mais lógicas, mais verdadeiras e sentidas que ouvi até hoje. 

Cheguei agora a casa (praticamente 1h da manhã. Mais um dia non stop). Terminei-o a jantar com a SU e como já é habitual entre nós, TU foste um dos protagonistas. Tal como se tivesses ali sentado ao nosso lado. Sorrisos, gargalhadas, lágrimas transformam a nossa conversa numa verdadeira experiência emocional ( ela tem paciência para me ouvir, isso é muito bom, para mim claro.). Contava-lhe como hoje subia as escadas do metro do Cardeal Verde (quando me ia encontrar com o Jorginho para bater texto) e de repente comecei a imaginar como seria se estivesses no final daquelas escadas rolantes …Entrei numa “viagem mental” tal, que jurava ter acontecido. Imaginei o teu rosto baixo, de mãos nos bolsos, calções pelo joelho às riscas com aquela t’shirt vermelha da Polónia. Estavas à minha espera, calmo, sereno … até quem sabe, já um bocadinho impaciente de esperar por mim. Meu Deus, como aquela imagem era tão verdadeira! Imaginei o teu rosto subir e descobrir-se assim que me visses. Sorririas e dar-me-ias-me um beijo na boca com um abraço apertado.  Senti o cheiro, o teu cheiro! Ele é indiscritível e não se confunde. O beijo, esse seria daqueles que sempre gostámos: súbtil mas intenso e o abraço duraria horas. Até de gordinha, ouvi chamares-me, que delícia!
Precisava da tua calma, pois ando demasiadamente agitada. Daquele teu ombro que milhares de vezes me acalmou e me deu força para encarar … Que falta me faz tudo isso! 
Tão diferentes que nós éramos… que nós somos, mas tão iguais naquilo que sentimos. Só consigo dizer-te neste momento, que te amei muito (sempre to disse) e que continuo a amar-te por demais. Sei que sempre o soubeste, não há nada de novo nisso (certo?),  com o acréscimo que as saudades doem demais, fazem sofrer e não deixam sentir o sorriso na plenitude:(
Diariamente, vejo-te, olho para ti, sinto o brilho do teu olhar ( e não tenho vergonha em admiti-lo)… mas sinto falta da fisicalidade. Ela era essencial. Tiraram-te de mim depressa demais… e isso não é fácil perdoar. 
 
até à lua meu super-herói. 
A  tua "gordinha" cá estará para te recordar e nunca te deixar morrer. 
 
Marlene Barreto Frazão 

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